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3º Festival Street Art Tour traz shows nacionais gratuitos e expressão da arte urbana
Shows de artistas renomados como Criolo, Amaro Freitas, Dino D'Santiago, Melly, Stefanie, Makalister e MC Versa são atrações da terceira edição do festival, que chega para ocupar a Ilha com murais e outras diferentes formas de expressão da arte urbana, com participação de talentos brasileiros e internacionais.
Com duas edições de sucesso, o Festival Street Art Tour já deixou sua assinatura nas empenas e fachadas do centro histórico e de outros bairros de Florianópolis, um legado que hoje faz da cidade uma referência em arte urbana. Entre os dias 1º e 7 de setembro, a Arena do Largo da Alfândega, inclui torneio de Crew's, tour guiado, oficinas de arte, mercado de arte, shows e exposições. Nesta terceira edição o projeto cextrapola as fronteiras de Florianópolis: além dos murais individuais e coletivos de pequeno, médio e grande formato, a novidade fica por conta do primeiro mural em empena realizado em Blumenau.
Em 2026, o festival vem com o tema Conexões Lusófonas, propondo um olhar sobre a língua portuguesa não como símbolo de unidade pacífica, mas como resultado de encontros, migrações, resistências e misturas culturais que seguem vivas até hoje. Falado em países atravessados pela colonização portuguesa, o português deixou de pertencer apenas a Portugal há muito tempo, e cada território reinventou essa língua à sua maneira, nas ruas de Luanda, nos becos do Rio de Janeiro, nos terreiros, nos slams, no rap crioulo de Cabo Verde, no samba, no funk, no kuduro e no graffiti que hoje circula entre continentes. Nesta edição, mais de 100 artistas deixarão sua marca na cidade: catarinenses dividem espaço com nomes de diversas regiões do Brasil e de países lusófonos como Angola, Portugal e Cabo Verde.
É esse território plural que o Street Art Tour propõe discutir por meio da arte urbana e da música, ocupando Florianópolis como ponto de encontro. A cidade, marcada pela herança da imigração açoriana, presente na arquitetura, na pesca e nos modos de falar, também vive as contradições de um Brasil contemporâneo desigual e atravessado por disputas urbanas e culturais. Mais do que representar bandeiras nacionais, os murais e shows do festival propõem um diálogo entre linguagens que nasceram da rua, da mistura e do improviso.
Nesta edição, a proposta segue a mesma vocação de aproximar arte e cidade: os murais não ilustram uma visão folclórica da lusofonia, mas trazem discussões sobre herança colonial, identidade periférica, ancestralidade africana, migração, memória e cultura popular contemporânea. Na música, a curadoria segue a mesma lógica - ritmos como samba, funaná, afrobeat, rap crioulo, amapiano e fado dividem o mesmo palco não para celebrar uma harmonia perfeita entre países irmãos, mas para evidenciar como culturas conectadas pela língua produziram estéticas radicalmente diferentes entre si.

Street Art Tour
O Street Art Tour surgiu da parceria entre o Studio de Ideias Produtora Cultural, dos sócios Arturo Valle Junior e Marina Tavares, com o artista urbano Rodrigo Rizo. Desde 2018, o projeto incentiva e realiza obras de arte urbana em pontos estratégicos da cidade, como os murais em Homenagem ao Poeta Cruz e Sousa, do artista Rodrigo Rizo, “Viva Cidade Viva”, localizado na Rua Felipe Schmidt, dos artistas Cris Pagnoncelli (Paraná) e Tio Trampo (Porto Alegre); “Eterna”, dos artistas do Acidum Project e “Fritz e Rosa”, do artista Ignore Por Favor e outros mais.
“A escolha de Conexões Lusófonas como tema do festival nasce de uma experiência muito pessoal. Em 2024, tive a oportunidade de conhecer Cabo Verde durante um intercâmbio artístico para participar do festival de arte urbana SCAW, a convite das produtoras culturais portuguesas MGA e ORB Creative Lab, que desenvolvem projetos no contexto da Lusofonia em diálogo com a CPLP. Naquela viagem, visitei também Portugal pela primeira vez. Foi, portanto, minha primeira experiência concreta com esse universo lusófono para além do Brasil. Esse encontro me fez perceber que compartilhamos uma língua e muitos atravessamentos históricos, mas que existe uma diversidade cultural imensa entre esses territórios. Voltei dessa experiência com o desejo de aproximar essas diferentes realidades através da arte urbana. Conexões Lusófonas nasce justamente desse desejo: criar pontes, promover encontros e entender a língua portuguesa não apenas como uma herança comum, mas como um território vivo de troca, identidade e transformação”. Rodrigo Rizo - curador do festival.
“Ao ocupar o espaço urbano, o festival em seu terceiro ano celebra a pluralidade da Lusofonia — nossa língua portuguesa como identidade e transformação. Reafirma a potência da arte urbana em Florianópolis, valorizando a cidade e unindo pessoas por meio de uma conexão transformadora entre arte, artistas e o espaço público. Mais do que um festival, este é o propósito que construímos para Florianópolis: ao abrir espaços para a arte, fortalecemos o pertencimento das pessoas com o espaço urbano e transformamos nossas áreas públicas em lugares vivos de encontro, cultura e conhecimento”. Marina Tavares - Coordenadora do Street Art Tour
"A ideia do Street Art Tour sempre foi muito clara: fazer a arte conversar de verdade com quem vive a cidade no dia a dia, transformando nossos caminhos em uma grande galeria aberta para todo mundo. Nesta edição, com o tema Conexões Lusófonas, a gente quis dar um passo a mais e transformar Floripa em um grande ponto de encontro entre sotaques, visões e histórias de diferentes países que compartilham a nossa língua.
O festival não é só sobre pintar murais gigantes e mudar o visual das ruas — embora isso já transforme totalmente a energia da cidade. O projeto ganha vida de verdade quando a gente conecta todas as pontas: as pinturas acontecendo ao vivo, as oficinas de experimentações com a comunidade e a galera jovem, as discussões e conversas sobre o papel da arte urbana e os passeios guiados que convidam as pessoas a caminhar e redescobrir a própria cidade. Queremos que quem passe pela rua sinta que aquele espaço também é seu, criando memórias visuais e conexões humanas que continuem vivas por muito tempo", Arturo Valle Junior - Coordenador do Street Art Tour.
O Festival Street Art Tour é viabilizado parcialmente pelo Ministério da Cultura através da Lei Rouanet (no 8.313/91) e por meio da Lei nº 17.942 de 12 de maio de 2020, com as patrocinadoras Armacell e Hennings, incentivadoras Bistek Supermercados, Condor S/A e C.Pack, Apoio de Tintas Coral, MTN, Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e Prefeitura Municipal de Florianópolis.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
EXPOSIÇÕES
Exposição LÍNGUA VIVA da artista Cris Pagnoncelli
Abertura: 02 de setembro (quarta)
Local: Galeria BERLIN
Rua Vitor Konder, 409 - Centro
Horário: 19h
Visitação: terça a sábado das 13h30 às 23h
Oficina dia 04/set (informações @streetarttourfloripa)
Exposição É APENAS O COMEÇO do artista Wagner Wagz
Curadoria: Kamilla Nunes
Abertura: 05 de setembro (sábado)
Local: Galeria Municipal Paulo Vichetti
Praça XV de Novembro - Centro
Horário: 10h
Visitação: sábado (05/09) das 10h às 16h
PINTURAS MURAIS
- Mural em Homenagem ao artista Victor Meirelles
- 03 Murais no Centro de Florianópolis
- 02 Murais na Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
- Mural Córrego Grande
- Pintura Coletiva Falando de Graffiti no Córrego Grande
- Pintura Coletiva Travessias no: Estreito
- Mural Centro Cultural Anastácia no Estreito
- Galeria Viva no Largo da Alfândega - Pintura Coletiva
- Galeria de Arte da Marriquinha - Pintura Coletiva
O Festival também irá promover o já conhecido Tour Guiado com o Guia Manezinho Rodrigo Stupp na região central de Florianópolis, sábado (05/09) e domingo (06/09) e com acesso gratuito. As informações com datas e horários serão divulgadas no perfil do evento.
Fim de semana de shows: sábado e domingo no Largo da Alfândega
A área reservada para o evento abrigará também o Mercado de Arte, um espaço exclusivo dedicado à valorização da arte e da cultura urbana. O projeto reunirá 17 artistas selecionados de diversas regiões do Brasil, celebrando a pluralidade e a força das diferentes expressões que movimentam a produção artística contemporânea nas cidades.
O público poderá também vivenciar a criação artística na prática no espaço de Oficinas de Arte. A programação conta com a Oficina de Spray em tapume, a Oficina Ateliê da Paris do Brasil, a Oficina de Lambe-Lambe com o Festival Lambe Floripa e a Oficina de Customização da Posca tendo o espaço comandado pela artista Iannaccone.
Completando a experiência, o espaço contará com performances de Live Paintings com intervenção temporária do Mural Galeria Viva do Largo Largo da Alfândega, onde o público acompanhará a criação de obras de arte ao vivo durante todo o evento com 10 artistas.
Já na Galeria Paulo Vichetti no entorno da Praça XV terá a Exposição “É Apenas o Começo”, do artista Wagner Wagz, com curadoria de Arturo Valle Junior, Kamila Nunes e Marina Tavares, abre no dia 05/09 às 10h e seguirá até as 16h. O público também poderá visitar a Galeria Berlin com a Exposição "Língua Viva” da artista paranaense Crispa Pagnoncelli, sábado e domingo das 13h30 às 23h com entrada gratuita. A artista também estará ministrando o workshop Entre Lábios Letras no dia 02 de setembro na Galeria Berlin, das 14h30 às 18h30 com ingressos limitados .
Sábado, 5 de setembro
MC Versa convida Green Tea
MC Versa apresenta um novo olhar sobre seu repertório autoral ao lado de uma banda formada exclusivamente por mulheres. As músicas ganham novos arranjos, passeando pelo soul, R&B, jazz e MPB, em um show marcado pelo groove, pela improvisação e pela proximidade com o público. No palco, os temas centrais são autonomia, relações afetivas, desejo e protagonismo feminino.
Natural de Santa Catarina e cria da batalha das Minas, MC Versa soma mais de 20 mil seguidores nas redes e mais de 300 mil plays em suas músicas. Já se apresentou em grandes festivais e cidades brasileiras, participou do projeto Camping das Minas (selo Xaolin Records, de MC Hariel) e dividiu palco com nomes como Matuê, MC Marechal, Black Alien e Djonga. Vencedora do Prêmio Profissionais da Música 2023 na categoria hip hop feminino, é também CEO da Braba Music, selo voltado a fortalecer mulheres na música urbana.
Green Tea é um quarteto de mulheres com repertório de soul, R&B e jazz, que homenageia grandes intérpretes e compositoras clássicas e contemporâneas, com o objetivo de incentivar outras mulheres a ocupar mais espaço no cenário musical.
Makalister e DJ Belton convidam: Alka, Negro Rudhy e Gustavo Menor
Makalister sobe ao palco do Street Art Tour com o melhor da cena musical brasileira atual. Os sucessos do novo disco "DSQVDVQE" se somam a clássicos de sua carreira, embalados por boombaps pesados, traps experimentais e uma levada única de UK drill sob comando de DJ Belton nos toca-discos. As participações de Negro Rudhy, Gustavo Menor e Alka reforçam a diversidade musical que Florianópolis sempre exportou para o Brasil através do rap.
Melly Uma das vozes mais potentes da nova música brasileira, a cantora e compositora baiana construiu sua identidade sonora a partir do R&B com a força de sua afrobaianidade. Eleita Artista Revelação no Prêmio Multishow e indicada ao Grammy Latino 2024 (Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa), já se apresentou em festivais como Afropunk Bahia, MITA e Rock The Mountain. Lançou os álbuns "Amaríssima" e "Amaríssima V2" — com colaborações de Karol Conká, Duda Beat, Liniker e Russo Passapusso — e, mais recentemente, "Mais Forte Que a Dúvida", com feats de Anitta, Léo Santana, Luedji Luna e Liniker. Participa ainda da faixa "Ternura", do álbum "Equilibrivm", de Anitta.
Domingo, 6 de setembro

Criolo, Amaro Freitas e Dino D'Santiago
Um álbum que não nasceu de um plano, mas de um instante, em Lisboa: Criolo e Dino D'Santiago desenvolveram um projeto quando o pianista Amaro Freitas apareceu em estúdio. Do encontro nasceu "Esperança", canção indicada ao Latin Grammy que deu origem a um álbum inteiro, transitando entre rap, MPB, jazz, morna e funaná.
Criolo (Kleber Cavalcante Gomes) é rapper, cantor e compositor nascido em 1975 na periferia de São Paulo. Ganhou projeção nacional com "Nó na Orelha" (2011) e segue como um dos nomes mais importantes do hip-hop brasileiro, reconhecido por letras de forte crítica social, com trabalhos como "Convoque Seu Buda" (2014), "Espiral de Ilusão" (2017) e "Sobre Viver" (2022).
Dino D'Santiago, algarvio de ascendência cabo-verdiana, é uma das vozes mais proeminentes da música portuguesa atual, reconhecido por reconfigurar o lugar do batuku e do funaná dentro da esfera pop europeia.
Amaro Freitas é um dos pianistas mais inovadores do jazz atual, redesenhando o instrumento a partir das tradições rítmicas de Pernambuco — maracatu, frevo e baião.
Stefanie
Após 21 anos na cultura hip-hop, Stefanie lança seu primeiro álbum solo, "BUNMI", aprovado no edital Natura Musical, com produção de Grou e Daniel Ganjaman. No palco, se apresenta ao lado de Ieda Hills, pioneira do rap nacional, e do DJ Negrito. MC, rapper e compositora com mais de 20 anos de trajetória, já abriu shows de De La Soul, Talib Kweli e Pharoahe Monch, e soma colaborações com Emicida, IZA, Rashid, Luedji Luna, Kamau, MV Bill, Drik Barbosa e Tássia Reis.
Assessoria de Imprensa:
LM Assessoria - Luiza Machado (48 98816 4376)
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Redes Sociais: @streetarttourfloripa
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